Mulheres na tecnologia: Cargos de liderança

Apenas 26% das mulheres ocupam cargos executivos no mundo. Como equilibrar essa balança?

Você consegue nomear, de cabeça, 10 CEOs conhecidos de empresas brasileiras? Dessas 10 pessoas, quantas são mulheres? Segundo um estudo realizado pelo LinkedIn, apesar de as mulheres representarem quase metade das posições no mercado mundial, apenas 26% delas ocupam cargos de liderança.

Ainda de acordo com a pesquisa, o setor de tecnologia foi o que mais evoluiu em contratações com diversidade de gênero de 2008 para cá, com 18% de aumento no número de mulheres trazidas para ocupar cargos de liderança. Mesmo assim, ainda há muito a ser feito, já que, em média, somente 30% dos funcionários das maiores empresas de tecnologia do mundo são mulheres.

Para Betina Testoni, CCO & Co-founder da Cloud Target, o público feminino ainda enfrenta mais dificuldades do que o masculino para entrar nesse mercado. “Quando comecei a trabalhar com tecnologia, há 20 anos, 95% dos cargos executivos e de liderança eram ocupados por homens. Temos uma cobrança constante sobre nossas capacidades somente por sermos mulheres”, disse Testoni.

Apesar dos desafios, a tendência é que os números se tornem mais equilibrados com o tempo. Muitas empresas já perceberam que um quadro de funcionários diverso traz mais inovação e criatividade aos negócios. Inclusive, de acordo com outro estudo, dessa vez da Mckinsey, ter mulheres em cargos de liderança aumenta em 21% a chance de uma empresa ter desempenho financeiro acima da média. 

Maria Cristina Boris, diretora de vendas e marketing da Lanlink, endossa o coro de que um time diverso traz vantagens competitivas. “Acredito que nossas opiniões, carregadas de mais feeling, fazem contraponto às opiniões masculinas, que costumam ser mais práticas. Cabeças que pensam diferente trazem complementariedade, o que é muito saudável, pois contribuem para um clima mais leve e para o surgimento de ideias novas”, declarou a executiva.

Dessa forma, o que as empresas podem fazer, na prática, para começar a implantar esse cenário? Para Amanda Almeida, diretora de marketing da Brasoftware, igualdade é a palavra-chave para começar com o pé direito. “Como profissionais, as mulheres necessitam apenas de igualdade em questão de oportunidades, respeito, remuneração e reconhecimento”. Segundo ela, a Brasoftware é um grande exemplo desse tratamento justo, já que hoje a empresa tem o mesmo percentual de homens e mulheres no quadro de colaboradores, além de um número bem equilibrado nos cargos de gestão.

Amanda Almeida, diretora de marketing da Brasoftware (Foto: Douglas Fagundes)

Fazer uma análise de olhar para dentro da própria companhia e dos funcionários é também uma outra boa maneira para tentar descobrir comportamentos preconceituosos que culturalmente são absorvidos inconscientemente. A Microsoft tem um treinamento aberto ao público (em inglês) para que as pessoas possam fazer esse teste. Clique aqui e faça você também!

A Microsoft, inclusive, também acredita que diversidade e inclusão devem caminhar juntos. No Brasil, por exemplo, a empresa tem uma política de recrutamento em que todos os processos devem ter pelo menos uma mulher entre os candidatos finalistas. Isso não garante a contratação, que continua a ser totalmente meritocrática, mas significa uma chance real de oportunidade.

Quer descobrir mais formas de incentivar profissionais femininas a crescerem na área da tecnologia? Conheça aqui mais ações que a Microsoft faz nesse mercado e inspire-se!

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