Dicas e desafios para escolher o melhor nicho de atuação da sua startup

Cenário favorável no país estimula empreendedores a buscar novos serviços e mercados

Quantas vezes você já ouviu falar de pessoas que abriram startups? Em todo o Brasil, estima-se que existam cerca de 6 mil empresas com esse perfil. O número é mais do que o dobro registrado há seis anos, quando haviam cerca de 2.500 companhias cadastradas na Associação Brasileira de Startups.

Segundo a instituição, a quantidade de empresas pode ser ainda maior – até 15 mil -, mas muitas ainda estão na fase de ideias e nem todas possuem CNPJ. Esses valores confirmam a tendência de que, cada vez mais, o empreendedorismo está em alta no país.

Enquanto uma empresa tradicional normalmente comercializa produtos e serviços já conhecidos do público, uma startup tem a palavra inovação como seu principal motor. O objetivo desse tipo de empreendedorismo é prosperar até causar um impacto significativo no mercado.

Mas como saber em qual nicho investir? Ouça os clientes. Serviços que enfrentam muitas reclamações dos consumidores normalmente possuem falhas no atendimento, excesso de burocracia e dificuldade de personalização. Está aí uma grande oportunidade para você começar a pesquisar muito e desenvolver um plano inovador para a sua empresa.

As insurtechs, por exemplo, surgiram com o propósito de revolucionar o setor de seguros por meio de tecnologias que mudam a forma como os consumidores contratam planos de seguro. O termo é resultado da junção das palavras insurance (seguro) e technology (tecnologia).

Com soluções tecnológicas, é possível permitir que o cliente realize de forma simples e prática a vistoria de seu carro ou imóvel pelo celular, evitando deslocamentos e burocracias. Um estudo realizado com mais de 70 startups brasileiras mostrou que, cada vez mais, tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e machine learning serão utilizadas nesse mercado para trazer benefícios para seguradoras, corretores e consumidores. Clique aqui para conferir o relatório completo (Insurtech Mining Report 2018).

Ao proporcionar uma melhor experiência ao cliente, as insurtechs conseguem atrair novos consumidores, estimular o desenvolvimento de serviços inovadores e abrir espaço no mercado para novas empresas, com grandes oportunidades de reinvenção e reposicionamento no setor.

Riscos e desafios

Mesmo com o contexto favorável, os empreendedores devem ter em mente que ainda há diversos desafios a serem enfrentados até que se alcance o sucesso com uma startup. Dentre os mais comuns, estão:

Profissionais capacitados
Embora ter uma equipe engajada seja essencial, não é o único fator que garantirá que a empresa esteja adotando as tecnologias mais modernas à disposição no mercado, em especial, se compadas com as soluções competidoras sendo desenvolvidas internacionalmente. Dessa forma, é preciso contar com um time de profissionais que consigam acompanhar o desenvolvimento da tecnologia para as colocarem disponíveis ao mercado brasileiro e, assim, se manter em atualização constante para atender à demanda prática que o setor exige.

Retenção de Talentos
Contar com pessoas capacitadas e garantir a permanência das mesmas no quadro de colaboradores é fundamental para alcançar o sucesso da empresa ao longo tempo, pois o capital intelectual é a mola propulsora para o crescimento exponencial do negócio.

Estímulo ao aprendizado constante e aceitação de erros
É difícil pensar em um negócio que não foque tanto nos resultados, mas, em uma empresa inovadora, correr riscos é uma ação que deve ser estimulada e incentivada. O ambiente deve ser favorável à prática de novas ideias e é preciso dar tempo para que se encontre a melhor solução para cada problema enfrentado. Além disso, é fundamental o aprendizado dos erros para que esses promovam o crescimento não só dos indivíduos, mas também de soluções altamente escaláveis e que foquem na solução dos problemas dos clientes.

Crescimento e escala
Um dos grandes objetivos de uma startup é atingir um crescimento exponencial, certo? Essa conquista também é vista como um grande desafio, já que a empresa precisa encontrar os melhores meios para expandir o seu número de clientes, usuários e faturamento sem perder a qualidade do serviço e do atendimento, assim como a sua essência.

Cultura organizacional
Com o crescimento da empresa, surgem também novos processos e necessidade de contratações. Nesse ponto, os gestores devem se preocupar em manter as equipes integradas, motivadas e alinhadas com a cultura da organização. Em especial, as pessoas precisam estar alinhadas e engajadas por meio de um propósito claro e desafiador para realizar feitos impactantes e relevantes ao mercado e ao público em geral.

Gestão financeira
Segundo um estudo do Sebrae, 25% das empresas brasileiras deixam de existir por problemas na gestão financeira e de capital de giro. Não adianta ter uma ideia brilhante se não for feito um planejamento que contemple todos os gastos e custos atrelados ao crescimento, escalabilidade, manutenção de profissionais qualificados e à qualidade do atendimento ao cliente.

União de gigantes

Por outro lado, apesar do desafio financeiro ser um grande obstáculo para startups, iniciativas de investimentos de risco em jovens empresas estão em alta. Grandes companhias têm se unido e criado projetos de investimento corporativo para que possam desempenhar um papel estratégico de aceleração e se conectar com essas empresas inovadoras.

Franklin Luzes, COO da Microsoft, é idealizador do Fundo BR Startups, iniciativa que tem como foco fomentar o crescimento da economia e a geração de empregos no país para gerar impacto e relevância nacionais.

O fundo é gerenciado pelo time da MSW Capital, foi criado aqui no Brasil e exigiu quatro anos intensos de trabalho para fomentar a economia, o crescimento, o impacto e a relevância no país. Hoje em dia, a instituição conseguiu reunir importantes investidores estratégicos, tais como Microsoft Participações, Banco Votorantim, Monsanto (atualmente Bayer), Grupo Algar, Banco do Brasil Seguros, ES Ventures e AgeRio.

O fundo investe entre R$ 500 mil e R$ 3 milhões para ajudar startups a realizar a conexão entre a fase de investimento anjo/aceleração e uma rodada de financiamento mais robusto. “Fomentar esse ecossistema de empreendedorismo é um desafio gigantesco. É um dever não só de uma empresa, pois, oor maior que ela seja, é impossível uma companhia sozinha sustentar um ecossistema inteiro. Aproveitando o conceito de inovação aberta, de valor compartilhado e de trabalho em conjunto conseguimos ajudar o crescimento do ecossistema brasileiro de forma muito mais rápida”, sinaliza Luzes.

As startups incentivadas recebem o suporte contínuo dos investidores corporativos do fundo e da gestora, que inclui desde orientação estratégica ao aprimoramento da tecnologia de produtos e serviços, acesso à rede comercial até a criação de condições necessárias para as futuras rodadas de investimento. Os empreendedores também recebem uma mentoria dos principais executivos dos investidores corporativos. Esse conjunto de iniciativas são fundamentais para o desenvolvimento e o crescimento do negócio investido pelo fundo.

Desde a sua criação, em 2014, o Fundo BR Startups já captou R$ 32 milhões e investiu em 15 startups. No ano passado, investiu nas empresas TBIT (agritech), QueroQuitar (fintech) e Car10 (insurtech) após analisar mais de 250 oportunidades.

Escolhendo as ferramentas certas

Ao iniciar uma startup, o empreendedor sabe que testes são necessários para encontrar a melhor saída em busca de solidificar o negócio no mercado. Como se tratam de empresas jovens, inovadoras e com alto potencial de crescimento, há uma energia extra para trabalhar com foco no desenvolvimento do negócio, mas é essencial contar com ferramentas que impulsionem o desenvolvimento empresarial.

Há alguns anos, os gestores das empresas têm percebido que estruturas tecnológicas podem promover diferencial competitivo por meio de agilidade, organização e eficácia nos processos gerenciais e operacionais da empresa. A nuvem é o melhor exemplo de tecnologia disponível para apoiar startups. Segundo um estudo promovido pelo IDC, a nuvem permite que a área de TI não se prenda à manutenção de sistemas e atualizações rotineiras, que atingem 71% das empresas ouvidas pelo instituto que realizou a pesquisa.

Ao delegar as tarefas para a nuvem e utilizar as ferramentas corretas, o empreendedor consegue se dedicar a inovações que levem a empresa a estreitar relacionamento com o consumidor, o que gera resultados efetivos para uma startup.

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